Resenha de A menina que fazia nevar, de Grace McCleen

Livro: A menina que fazia nevar
Série: -
Autor: Grace McCleen
Editora: Paralela
Gênero: YA, drama
Páginas: 312
Resenha por: Luke
Comprar:SubmarinoExtra


Sinopse: Todos os dias se parecem na vida que Judith McPherson leva ao lado do pai. Eles têm uma rotina simples e reclusa, numa casa repleta de lembranças da mãe que ela nunca conheceu, e as únicas pessoas com quem convivem são os fiéis da igreja cristã a que pertencem. Judith não tem amigos na escola, onde é alvo de gozações, e para encontrar consolo se refugia no mundo de sucata que construiu em seu quarto. Lá, cada dia é um dia, e a vida pode ser incrivelmente feliz graças a sua imaginação. Basta acreditar que a Terra Gloriosa, como ela chama sua maquete, é realmente o paraíso prometido onde um dia vai viver ao lado da mãe. Aos dez anos, Judith vê o mundo com os olhos da fé, e onde os outros veem mero lixo, ela identifica sinais divinos e uma possibilidade de criar. Assim, constrói bonecos de pano e inventa para eles histórias felizes na Terra Gloriosa. O que nem Judith poderia imaginar é que talvez seu brinquedo seja mais do que uma simples maquete. Pelo menos é o que parece quando ela cobre a Terra Gloriosa de espuma de barbear e a cidade aparece coberta de neve na manhã seguinte. Um pequeno milagre, é assim que ela interpreta esse e outros sinais parecidos. Tão pequeno que muitas pessoas poderiam pensar que não passa de coincidência, mas Judith sabe que milagres nem sempre são grandes, e que reconhecê-los é um dom de poucas pessoas. Longe de ser benéfico, no entanto, esse poder traz consigo uma grande responsabilidade. Afinal, seria certo usar a Terra Gloriosa para se vingar de Neil Lewis, o colega que a maltrata todos os dias na escola?
Ganhei esse livro de amigo oculto entre amigos num congresso, no qual temos um grupo no facebook. Fiquei empurrando com a barriga cada livro que comprava. Pedi esse livro, por indicação de um vídeo da Alba, do blog Psychobooks.
                
Judith tem dez anos e mora com o pai. Na escola ela é alvo de gozações, por ser uma menina simples e não responder os padrões dos seus colegas de classe. A cada passeio, ela volta para casa com alguma sucata que poderá ser algo para a construção de uma maquete da cidade dentro do seu próprio quarto. Ela e seu pai vão a igreja (o que me leva a crer que eles são Testemunhas de Jeová). Uma situação na vida de Judith a faz abrir seus olhos da fé e depositar essa pequena palavra com o tamanho de um grão de mostarda para ver algo mudar. Ela faz nevar e a partir daí, sua convicção que tem poderes sobrenaturais aumentam e essa aventura mostrará para ela lições a serem aprendidas para toda vida.
                
Judith é o tipo de garota que dá vontade de pegar no colo e abraçar e tentar afastar todos os seus medos e sofrimentos. Sua vida não é fácil e nem tanto feliz. Porém, sua atitude de fé faz com que algo mude nela, um amadurecimento. Outros personagens entraram na história para complementar e agregar a trama, são essenciais para a compreensão da história em si.
                
O conflito principal do livro é um mistério para mim. Há uma pessoa que entra na história e me leva a crer ser é algo indefinido. Você pensa em ser alguém bom, mas outro momento você muda para o outro lado. Isso é um dos pontos que me deixou com uma interrogação na cabeça, fiquei tentando desvendar quem é a pessoa, mas no final não consegui (se alguém souber me fale)
                
A escrita da autora tem seus altos e baixos. Momentos que te atrai e consegue se apegar na narrativa, porém há momentos cansativos e desnecessários. A trama consegue te envolver por causa desse ponto que Judith consegue fazer, mas quando o assunto sai desse foco, o livro fica morno e enfadonho.
                
Essa obra é um drama, pontos religiosos são destacados não tão fortemente, mas estão ali como plano de fundo. A história de Judith é linda, a cada página você torce para ela e algumas situações você chega a se emocionar também. 





CONVERSA

1 comentários:

  1. Judith me lembrou um pouco Pollyanna e o jogo do contente. Abraço!

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